quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Ribeiro evita falar sobre denúncias envolvendo seu nome



Novo ministro das Cidades se reuniu pela primeira vez com a presidente Dilma Rousseff, que pediu atenção especial ao Minha Casa, Minha Vida


Na primeira declaração à imprensa depois de ser escolhido como novo ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro (PP) disse nesta quinta-feira que sabe das dificuldades que o aguardam, afirmou não temer o fogo amigo de correligionários e se esquivou quando indagado sobre denúncias envolvendo seu nome.
Quando ouviu perguntas sobre o processo a que responde no Supremo Tribunal Federal por descumprir a lei de licitações, Aguinaldo Ribeiro desconversou: "Este já é um assunto vencido". Destinação de emendas parlamentares para o curral eleitoral da irmã? "É natural". Constrangimento pelo avô acusdo de pistolagem? "Eu nasci em 1969". 

Cumprindo seu papel no teatro armado pelo Planalto em cada substituição de um ministro, o sucessor de Mário Negromonte fingiu ter sido escolhido pela presidente Dilma Rousseff e não pelo PP, que tem no Ministério das Cidades o seu feudo. Não por acaso, o presidente do partido, Francisco Dornelles, esteve ao lado de Aguinaldo durante todo o tempo na primeira reunião com a chefe do Executivo.
Ribeiro mencionou as "dificuldades de operacionalização" de uma pasta "complexa" como a que irá comandar. "É um desafio enorme que temos pela frente", afirmou. Da presidente, ele ouviu um pedido especial: que acelere as ações do programa Minha Casa, Minha Vida.
O novo ministro também citou a Copa do Mundo de 2014, a prevenção a desastres naturais e os projetos de mobilidade urbana como prioridades. Mas reconheceu que, por enquanto, pouco sabe sobre o funcionamento do ministério."Temos a convicção de que em pouco tempo teremos a exata noção do que temos pela frente".
A posse de Aguinaldo Ribeiro deve acontecer na tarde de segunda-feira.