Novo ministro das Cidades se reuniu pela primeira vez com a presidente Dilma Rousseff, que pediu atenção especial ao Minha Casa, Minha Vida
Na primeira
declaração à imprensa depois de ser escolhido como novo ministro das Cidades,
Aguinaldo Ribeiro (PP) disse nesta quinta-feira que sabe das dificuldades que o
aguardam, afirmou não temer o fogo amigo de correligionários e se esquivou
quando indagado sobre denúncias envolvendo seu nome.
Quando ouviu
perguntas sobre o processo a que responde no Supremo Tribunal Federal por
descumprir a lei de licitações, Aguinaldo Ribeiro desconversou: "Este já é
um assunto vencido". Destinação de emendas parlamentares
para o curral eleitoral da irmã? "É natural".
Constrangimento pelo avô acusdo de pistolagem? "Eu nasci em
1969".
Cumprindo seu papel no teatro armado pelo
Planalto em cada substituição de um ministro, o sucessor de Mário Negromonte
fingiu ter sido escolhido pela presidente Dilma Rousseff e não pelo PP, que tem
no Ministério das Cidades o seu feudo. Não por acaso, o presidente do partido,
Francisco Dornelles, esteve ao lado de Aguinaldo durante todo o tempo na
primeira reunião com a chefe do Executivo.
Ribeiro mencionou as "dificuldades de
operacionalização" de uma pasta "complexa" como a que irá
comandar. "É um desafio enorme que temos pela frente", afirmou. Da
presidente, ele ouviu um pedido especial: que acelere as ações do programa
Minha Casa, Minha Vida.
O novo ministro também citou a Copa do
Mundo de 2014, a prevenção a desastres naturais e os projetos de mobilidade
urbana como prioridades. Mas reconheceu que, por enquanto, pouco sabe sobre o
funcionamento do ministério."Temos a convicção de que em pouco tempo
teremos a exata noção do que temos pela frente".
A posse de Aguinaldo Ribeiro deve acontecer
na tarde de segunda-feira.
