1 - Como a sra.
ingressou na política?
Ingressei na
política partidária quando nasceu o PSDB, durante a Constituinte (1988).
2 - Ainda exerce
a atividade de professora de economia?
Não,
esporadicamente faço palestras, mas não mais como professora.
3 - Pretende
candidatar-se novamente à algum cargo eletivo?
Difícil dizer
agora, mas em 2012 vou ajudar candidatos nas suas campanhas, como a da Tarsila
à vereadora em POA.
4 - Qual é a sua
opinião em relação ao nosso Estado?
O potencial a
ser desenvolvido é imenso, iniciamos a produção de plástico verde, de chips, de
produtos que inovam e incorporam tecnologia em todos os ramos. Para isso ter
continuidade, é preciso o setor público ser parceiro, e não criar restrições
nem se endividar de modo a não fazer a sua parte, em infreaestrutura por
exemplo.
5 - A sra. é
realmente muito competente quando se trata de finanças públicas. Como conseguiu
zerar o déficit do RS?
O deficit zero é
fruto do comportamento virtuoso nas finanças públicas, ação permanente no bom uso
do dinheiro público.
6 - Como é feita
a campanha de um candidato?
Com planejamento
estratégico e respeito aos eleitores, mais uma equipe afinada com os objetivos
e a éticas dos candidatos.
7 - Como se
sente sendo de um partido que praticamente é o único na oposição?
A carga e a
responsabilidade são enormes, e política para mim é sempre coerência e luta,
portanto, fica simples seguir na luta.
8 - Poderia
explicar como alguns partidos são situação em um determinado local ou região e
em outro oposição?
A realidade
local é sempre forte, comanda as formação básica dos partidos democráticos, e
compete à direção partidária articular as partes, respeitando-as.
9 - A sra.
guarda alguma mágoa ou ressentimento de alguém em relação as campanhas que
tentaram denegrir a sua imagem como pessoa pública?
Mantenho um
profundo repúdio em relação a essa maneira de fazer política, baseada em
mentiras e ataques contínuos à honra.
10 - Como se
sente agora sabendo que o atual governador não está conseguindo cumprir todas
as promessas feitas na campanha passada?
Não surpreende.
11 - E quanto as
greves no seu governo?
Houve apenas
uma, no princípio, logo equacionada.
12 - Qual é a
sua relação com o CPERGS, visto que a sra. também é professora?
Sou professora
universitária, e na relação com o sindicato dos professores do Estado busco
manter com respeito, nem sempre correspondido.
13 - Defina ao
seu modo de ver o que a sigla PT significa hoje em dia?
Pesquisas de
opinião mostram a decepção causada pela distância imensa entre o discurso do
passado e a prática política quando são eleitos.
14 - Como a sra.
se sente depois que a justiça comprovou a sua inocência perante a lei?
O reconhecimento
pela justiça das agressões criminosas e das injustiças praticadas são
restauradoras perante o público. Sempre confiei na Justiça.
15 - A sra.
sofreu muito com calúnias e difamações?
Senti profunda
indignação com todas as que buscaram atingir a família e a honra, e tristeza
pela imagem do Rio Grande do Sul que eles buscaram denegrir.
16 - Processou
alguém?
Sim, vários.
17 - A sra. acha
que algum órgão da imprensa lhe prejudicou quando era Governadora?
Alguns não foram
cuidadosos no mercado da venda de escândalos.
18 - Os seus
eleitores sabem que a sra. fez mais do que podia mesmo não tendo apoio do
Governo Federal. Como se sente em relação a isso?
Agradeço cada
voto recebido, a confiança sempre registrada, as mensagens tão importantes que
sempre recebi. A vida política sempre nos apresenta desafios e dificuldades,
que esta confiança sempre renovada estimula para enfrentarmos.
19 - Como é a
sua relação com os outros partidos?
Respeitosa com
todos, e de amizade com vários, os do mesmo campo democrático que o meu PSDB.
20 - As suas
considerações finais.
Obrigada!