terça-feira, 13 de março de 2012

Entrevista com a Ex-Governadora do Estado do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius


1 - Como a sra. ingressou na política?

Ingressei na política partidária quando nasceu o PSDB, durante a Constituinte (1988).

2 - Ainda exerce a atividade de professora de economia?

Não, esporadicamente faço palestras, mas não mais como professora.

3 - Pretende candidatar-se novamente à algum cargo eletivo?

Difícil dizer agora, mas em 2012 vou ajudar candidatos nas suas campanhas, como a da Tarsila à vereadora em POA.

4 - Qual é a sua opinião em relação ao nosso Estado?

O potencial a ser desenvolvido é imenso, iniciamos a produção de plástico verde, de chips, de produtos que inovam e incorporam tecnologia em todos os ramos. Para isso ter continuidade, é preciso o setor público ser parceiro, e não criar restrições nem se endividar de modo a não fazer a sua parte, em infreaestrutura por exemplo.

5 - A sra. é realmente muito competente quando se trata de finanças públicas. Como conseguiu zerar o déficit do RS?

O deficit zero é fruto do comportamento virtuoso nas finanças públicas, ação permanente no bom uso do dinheiro público.

6 - Como é feita a campanha de um candidato?

Com planejamento estratégico e respeito aos eleitores, mais uma equipe afinada com os objetivos e a éticas dos candidatos.

7 - Como se sente sendo de um partido que praticamente é o único na oposição?

A carga e a responsabilidade são enormes, e política para mim é sempre coerência e luta, portanto, fica simples seguir na luta.

8 - Poderia explicar como alguns partidos são situação em um determinado local ou região e em outro oposição?

A realidade local é sempre forte, comanda as formação básica dos partidos democráticos, e compete à direção partidária articular as partes, respeitando-as.

9 - A sra. guarda alguma mágoa ou ressentimento de alguém em relação as campanhas que tentaram denegrir a sua imagem como pessoa pública?

Mantenho um profundo repúdio em relação a essa maneira de fazer política, baseada em mentiras e ataques contínuos à honra.

10 - Como se sente agora sabendo que o atual governador não está conseguindo cumprir todas as promessas feitas na campanha passada?

Não surpreende.

11 - E quanto as greves no seu governo?

Houve apenas uma, no princípio, logo equacionada.

12 - Qual é a sua relação com o CPERGS, visto que a sra. também é professora?

Sou professora universitária, e na relação com o sindicato dos professores do Estado busco manter com respeito, nem sempre correspondido.

13 - Defina ao seu modo de ver o que a sigla PT significa hoje em dia?

Pesquisas de opinião mostram a decepção causada pela distância imensa entre o discurso do passado e a prática política quando são eleitos.

14 - Como a sra. se sente depois que a justiça comprovou a sua inocência perante a lei?

O reconhecimento pela justiça das agressões criminosas e das injustiças praticadas são restauradoras perante o público. Sempre confiei na Justiça.

15 - A sra. sofreu muito com calúnias e difamações?

Senti profunda indignação com todas as que buscaram atingir a família e a honra, e tristeza pela imagem do Rio Grande do Sul que eles buscaram denegrir.

16 - Processou alguém?

Sim, vários.

17 - A sra. acha que algum órgão da imprensa lhe prejudicou quando era Governadora?

Alguns não foram cuidadosos no mercado da venda de escândalos.

18 - Os seus eleitores sabem que a sra. fez mais do que podia mesmo não tendo apoio do Governo Federal. Como se sente em relação a isso?

Agradeço cada voto recebido, a confiança sempre registrada, as mensagens tão importantes que sempre recebi. A vida política sempre nos apresenta desafios e dificuldades, que esta confiança sempre renovada estimula para enfrentarmos.

19 - Como é a sua relação com os outros partidos?

Respeitosa com todos, e de amizade com vários, os do mesmo campo democrático que o meu PSDB.

20 - As suas considerações finais.

Obrigada!