Desde o início de
minha vida pública tive como diretriz a construção, ou seja, a proposição.
Independente do cargo ou função que ocupei, sempre fui guiado por estes
valores: construir, agregar, somar para dividir, propor. Evidentemente sem
nunca perder minha a característica peculiar da contundência. Hoje, depois de
ter sido eleito para exercer meu primeiro mandato na Assembleia Legislativa,
sou um deputado estadual, claramente definido, de oposição. Mas qual oposição?
Oposição a quê e a quem?
Primeiro cumpre
dizer que a oposição é uma expressão do pluralismo, sem a qual um Estado não
conta com uma autêntica legitimidade democrática. Faço esta introdução porque
não existe apenas um tipo de oposição. Existem sim, dois tipos de oposição: a
oposição partidária e a oposição institucional. A diferença de uma para outra
se constata na forma, no conteúdo e, principalmente, na fundamentação. O Rio
Grande do Sul, recentemente, assistiu uma oposição raivosa, sectária,
intolerante, que promove repetidamente o linchamento moral de pessoas, que fez
acusações levianas e que repudiou o pensamento divergente.
